terça-feira, 7 de outubro de 2008

Curso em Pontevedra

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Arcadi Blasco explicando como faz a redução

Há cerca de um mês fiz uma referência ao X CURSO INTERNACIONAL DE CERÂMICA CONTEMPORÂNEA, realizado no Pazo da Cultura, em Pontevedra, na 2ª quinzena de Agosto, em que participei.
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Arcadi Blasco e J. R.

Como esquema do programa, cada mestre fez uma apresentação da sua obra, no anfiteatro, seguida de tempo suficiente para troca de impressões sobre as mensagens nela transmitidas, técnicas que utiliza, materiais etc. Este ponto foi desenvolvido em um dia e meio.


J. R. em trabalho

Seguidamente, em oficina, todos desenvolvemos trabalhos, os mestres também. O apoio que estes deram aos “alunos” foi muito apreciado.
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Juan Granados e J. R.

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Theodora Chorafas demonstrando técnica

Nos dois últimos dias fizeram-se as cozeduras no forno eléctrico e em fornos que construímos no recinto de uma escola próxima do local onde estivemos.

Grupo etnográfico local

Foi neste recinto que se fez o fim de festa, com comidas e bebidas da região, grupo etnográfico, danças etc., não faltando, já à noite, a maravilhosa “queimada” (digestivo feito com aguardente, açúcar, casca de limão e uns grãos de café a que se chegou o lume).


J. R.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Encontro de Ceramistas na Corunha

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Vai realizar-se nos dias 18 e 19 de Outubro um ENCONTRO DE CERAMISTAS na Corunha, com inscrição grátis, em que será analisada e debatida a actual situação da Cerâmica e, mais ainda, propor acções para dinamizar o sector.
Nunca será exagero compartilhar experiências entre todos. O que fizermos colectivamente depende de cada um de nós.
Para os interessados aqui vai o endereço http://galegadeartesans.org/ga/noticias/index.html
Pormenores em “mais información”
J R

domingo, 5 de outubro de 2008

Cristina Guzman Traver

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Tenho pena de não poder ir a Vila Real, Valência, Espanha.
Pois abriu na 6ª-feira passada, na Galería Espai Assaig, fechando no dia 31 de Outubro, a exposição "Dones Atrapades” da minha amiga Cristina Guzman Traver e gostaria muito de ver a sua obra.
Desejo-lhe o sucesso que merece.
JR

domingo, 14 de setembro de 2008

Louça preta (fim)

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Não pude estar presente no dia 10, quarta-feira, para a abertura do forno, mas o João enviou-me fotografias pela net e falámos pelo móvel sobre a conclusão da fornada.
Atendendo ao cuidado que ele deu a tudo o que se relacionou com a fornada em apreço, seria de esperar o máximo sucesso.
E foi o que aconteceu.
JR

sábado, 6 de setembro de 2008

Louça preta

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Fui convidado pelo João Lourenço, já referido em outras postagens, para a inauguração do seu novo forno, que destina exclusivamente à cozedura de louça preta (atmosfera redutora).


O dia do evento foi hoje, com início às 13.00 horas e ambos fomos pontuais.




Com calma, para tudo correr bem, começou por colocar as peças, separadas umas das outras para que o fumo possa circular entre elas. Constituiram-se assim três camadas, separadas por placas refractárias.



Depois, a boca do forno que fica por cima, foi tapada com duas chapas em forma de semi-círculo, as quais, depois de colocadas, permitem que se ponha uma chaminé, ao centro, pois possuem um buraco para isso. As chapas foram cuidadosamente vedadas com barro.




E, pronto. Acendeu-se o lume que ardeu, primeiro com pouca intensidade para aquecer as peças e para perderem água, apesar de secas ao tacto. Depois, mais forte.


Entretanto, vim-me embora pois tinha alguma distância a percorrer. Os trabalhos, por hoje, ficarão prontos cerca da meia-noite. A temperatura subirá aos 1000ºC e, então, fechar-se-ão completamente todas as aberturas do forno tendo, antes, sido colocada alguma lenha na câmara de combustão. Deste modo, com a atmosfera do forno reduzida em oxigénio, a lenha vai produzir muito fumo que se combinará com as moléculas do barro, tornando-o negro. É a louça preta.

JR

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Alguns trabalhos

Após ter ficado dispensado das actividades profissionais reformei o meu tipo de vida/trabalho, passando a dar especial atenção à actividade artística no âmbito da cerâmica. Assim, tenho procurado aprender as técnicas com ceramistas experientes, para além de efectuar as minhas próprias pesquisas tanto teóricas como práticas.

Comecei com uns cursos de pintura de azulejos em 2002 e 2003.

Em 2004 tomei contacto com a técnica Rakú, que me deixou entusiasmado durante anos.


Carbonação



Em 2007 fiz experiências em azulejaria de aresta.

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Depois desta última experiência tive um curso sobre pastas que me desanimou, por mal desenvolvido em todos os aspectos. E o meu desconsolo ainda se tornou maior pois os meus colegas frequentadores, de um modo geral, aceitavam o disparate.

Num encontro de ceramistas, em Barcelos, a que já fiz alusão noutras postagens, o fogo dos fornos e principalmente o do entusiasmo dos participantes reacendeu-me a chama de ceramista, afinal latente.

Propus-me à frequência do X Curso Internacional de Cerâmica Contemporânea, em Pontevedra. O painel de professores era o máximo - ARCADI BLASCO (Valência), THEODORA CHORAFAS (Grécia) e JUAN GRANADOS (Univ.Texas).

Enviado o meu C.V. fui admitido.

Mas deixo para uma próxima postagem o relato das magníficas impressões que de lá trouxe.

J R

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ainda Barcelos

Numa das tardes do Encontro visitaram-se alguns oleiros da terra e puderam ser observadas as actividades laborais dos mesmos, que deslumbram sempre. Há novos pormenores para ver e opiniões a trocar.

Com a apresentação de mais estas fotos, termino para já a referência ao ENCONTRO INTERCULTURAL DE CERÂMICA DE BARCELOS ao qual dediquei três postagens.



Máquina conhecida por "fieira" que compacta o barro, facilitando a saída das bolhas de ar existentes. A pasta assim obtida fica plasticamente mais homogénea do que a terra argilosa que entrou na máquina.









Pasta pronta para ser utilizada na "roda" ou nas máquinas de moldagem.



Artesão na "roda de oleiro", levantando um vaso para flores.

Para além de vasos vêem-se outras peças.







Moldagem de vaso em máquina












Diversos modelos de peças em secagem





Figurado de Barcelos.
Abertura do "forno", após cozedura, na oficina de Júlia Ramalho.





J R