segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ainda Barcelos

Numa das tardes do Encontro visitaram-se alguns oleiros da terra e puderam ser observadas as actividades laborais dos mesmos, que deslumbram sempre. Há novos pormenores para ver e opiniões a trocar.

Com a apresentação de mais estas fotos, termino para já a referência ao ENCONTRO INTERCULTURAL DE CERÂMICA DE BARCELOS ao qual dediquei três postagens.



Máquina conhecida por "fieira" que compacta o barro, facilitando a saída das bolhas de ar existentes. A pasta assim obtida fica plasticamente mais homogénea do que a terra argilosa que entrou na máquina.









Pasta pronta para ser utilizada na "roda" ou nas máquinas de moldagem.



Artesão na "roda de oleiro", levantando um vaso para flores.

Para além de vasos vêem-se outras peças.







Moldagem de vaso em máquina












Diversos modelos de peças em secagem





Figurado de Barcelos.
Abertura do "forno", após cozedura, na oficina de Júlia Ramalho.





J R

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Encontro de Ceramistas - Barcelos

Apresento, agora, alguns aspectos da Exposição UN PONT DE MAR:















Trabalhos de Montagem e Inauguração



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Marisa Alves e Joaquim Pombal
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Josep Matés

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Carlets e Josep Matés
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Marisa Alves e Joaquim Pombal
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Carlets
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Marisa Alves e Joaquim Pombal
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Carlets, Marisa Alves, Joaquim Pombal e Josep Matés
J R

terça-feira, 29 de abril de 2008

ENCONTRO DE CERAMISTAS

Entre 17 e 21 de Março decorreu em Barcelos o 4º ENCONTRO INTERCULTURAL DE CERÂMICA, uma iniciativa do "centoecatorze-espaço de criações artísticas" em parceria com a Oficina do ceramista João Lourenço e do Museu da Olaria. A equipa coordenadora teve a participação dos portugueses Marisa Alves, Joaquim Pombal e João Lourenço e dos catalães Carlets, Josep Matés e Marc Brocal, todos ceramistas de méritos reconhecidos.

As actividades, em que tive o gosto de participar, tiveram, como pontos altos, uma cozedura no forno de lenha de João Lourenço, exercícios com o público no âmbito da cerâmica raku e a exposição UN PONT DE MAR com lugar nos claustros do museu da Olaria.

Deixo agora algumas fotos do evento:


CARREGAMENTO DO FORNO A LENHA



























FORNO ACESO
























DESENFORNAGEM























RAKU COM O PÚBLICO





























































Para continuar.
J R

segunda-feira, 21 de abril de 2008

RAKU - como faço a queima
Depois de modelar os meus pratos, taças e outras peças em argila com alguma chamota (espécie de areia) deixo-as cuidadosamente a secar alguns dias para, em seguida, as levar para o forno eléctrico, onde vão ter uma primeira cozedura (chacota) a 960 graus centígrados.


Algumas peças chacotadas

Continuando cada um dos diversos projectos, aplico os materiais de decoração (tintas cerâmicas, engobes, vidrados etc.) para o que utilizo variados processos e ferramentas simples, muitas delas por mim preparadas.




Segue-se uma segunda cozedura (queima raku), desta vez no forno a gás, a temperaturas que podem variar entre os 850 e os 1000 graus centígrados, conforme a configuração e espessura das peças e os materiais empregues na decoração.




Quando a temperatura desejada é atingida, o forno é aberto e, com a ajuda de umas pinças compridas, as obras ainda incandescentes e com os vidrados fundidos, são retiradas e colocadas num recipiente de chapa, que contém serrim de madeira.








Este começa a arder, mas o latão é tapado. O oxigénio é consumido e o fumo (carbono) domina o espaço, reduzindo ou extinguindo a chama. É a chamada “queima por redução”.



Como resultado, os óxidos e sais que entram na composição dos vidrados transformam-se e combinam-se, dando origem a cores e efeitos, os mais inusitados, ficando negras as partes onde não se colocou vidrado.
Alguns minutos depois, retiram-se as peças do latão para se colocarem em água fria, obtendo-se o efeito dos vidrados craquelados.